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Conto Noites de Chuva - Pretty things
Ilustração Yaoyao

Sentada na varanda, observo a chuva cair, o barulho acalma a minha mente agitada. Você fez uma grande bagunça aqui dentro, moço. Mesmo assim, não consigo deixar de pensar em você. Fecho os olhos, sinto o vento gélido soprar em meu rosto, sua presença está em cada canto desta casa, até o vento tem seu cheiro, e eu me lembro, mesmo depois de tanto tempo.

Sinto um arrepio e percebo que a coberta escorregou dos meus ombros, a noite está fria apesar de tudo, sei que não gostaria que eu ficasse gripada – de novo. Puxo a coberta e aproveito para tomar um gole do meu chá de alho com mel. Um longo suspiro escapa dos meus lábios.

Volto a observar a chuva. O barulho está mais intenso, assim como as batidas do meu coração. Não consigo chegar a uma conclusão sobre como devo me sentir com relação a você. Eu deveria te deixar para trás. Que há de bom pensar em você assim? Só me restam as almofadas para consolo, elas bem sabem como tenho me sentido.

Último gole do chá anuncia a hora de entrar. Ouço o trovão e olho para o céu. Neste momento é como se o raio tivesse atingindo meu peito. Decido, enfim, que é hora de deixá-lo partir de vez. Já vivi muitos dias de luto.

Levanto com um sorriso nos lábios. É hora de deixá-lo ir, repito para enfatizar a ação. É claro que não funcionou, assim que coloco os pés para dentro de casa sinto todas as emoções voltarem. Suspenso próximo à porta há um lindo cachepô. Ele é pequeno, feito de porcelana e personalizado com arabescos feitos à mão. O seu conteúdo é irrelevante, pois aquele objeto fora feito única e exclusivamente por ele. A saudade me atinge novamente e me aconchego entre as almofadas para mais uma noite sem meu amor.

Conto Noites de Chuva - Pretty things

O conto de hoje faz parte da proposta de blogagem coletiva do Together. O tema do mês é "contando contos e aumentando pontos", a proposta consiste em escrever um texto utilizando um grupo de palavras disponíveis. Como cheguei meio tarde, fiquei meio que sem opções. Escolhi, por fim, o conjunto que continha as palavras: alho, almofadas e cachepô.

Eu sinceramente achei que não fosse conseguir. Também achei que fosse sair um texto romântico e fofinho, mas acabou sendo meio triste – fazer o que 乁(ツ)ㄏ. Não está lá aquelas coisas, mas espero que possa apreciar a leitura.

Consegue escrever um texto com essas três palavrinhas?

♥


21:13 4 comentários

Coço os olhos cansada, me espreguiço e desligo o computador. Meus olhos já não enxergavam o que estava aparecendo na tela.

Mais um dia em que passo dos limites. Tenho essa mania besta de querer terminar logo as coisas que me desagradam pra não vê-las mais na minha frente. O problema é que a maior parte do que eu fazia estava me enchendo o saco, o que me deixava exausta.

Pego minhas coisas e vou embora sem me despedir. As pessoas já não ligam mais, até desistiram de fofocar a meu respeito. Pra eles não tem graça quando o alvo não reage. De vez em quando recebo uns olhares de pena e ouço uns cochichos pelos cantos: “Coitada, parece um robô”, “Ela não fala?”, “Ela não sorri?”. Eu não me importo.

Eu só faço o que tenho que fazer e vou embora. Qual o sentido da vida? E toda essa bobagem existencial, qual significado disso tudo? Sou uma existência vazia, concluo.

Chego em casa. Está frio, uma casa vazia é sempre assim tão gelada? Eu só quero dormir, não há nada mais para se fazer.

Ao abrir a porta do quarto, uma surpresa que aqueceu meu peito. Uma gatinha dormindo no pé da cama. Devia ter entrado pela janela que esqueci aberta, tão lindinha. Chego perto, ela se assusta e vai para debaixo da cama.

Me abaixo para tentar pegá-la. Ela corre. E eu corro atrás.

Depois de um tempo desisto, ela faz o que bem entender. Sento no chão da sala e ligo a televisão, nada de bom está passando. Adormeci ali mesmo. Os sonhos me atormentam, sinto que estou congelando e sofro sozinha.


Acordo com lágrimas escorrendo pelo rosto e, apesar do frio por estar no chão, uma parte de mim estava aquecida. Era a pequena gatinha dormindo no meu colo, sua respiração leve e o ronronar me acalmaram. Acariciei seu pelo macio e me senti feliz por tê-la ali comigo.
08:00 4 comentários

Como todos no mundo, eu também tenho defeitos. Sou muito teimosa e em alguns casos muito egoísta. Adorava o fato de ser muito mimada por amigos e companheiros, é verdade. Mas não significa que eu seja uma pessoa mimada de fato. Existem razões, que não convém comentar agora, para eu aceitar e me acostumar facilmente com o mimo das pessoas.

O problema é que eu fiquei mal-acostumada e isso me tornou um pouco egoísta. Desejando que as pessoas me aceitassem, aceitassem minhas ideias. Mas eu não fazia esforço para aceitar os outros.

Mas mudei, para o bem, para o mal. Conheci alguém tão ruim quanto eu para mudar de ideia, uma pessoa tão teimosa que me dá nos nervos. Resultado, precisei mudar um bocadinho da minha personalidade para uma boa convivência. Um grande erro de minha parte.


Tenho tendências depressivas, me irrito facilmente e tenho crises de ansiedade. Isso tudo piorou drasticamente quando decidi mudar. A verdade é que eu não mudei. Apenas guardei tudo dentro de mim e isso foi me angustiando cada dia mais, até que me tornei uma bomba, que estourava em gritos e lágrimas com uma facilidade exorbitante. 

Mas aprendi uma coisa com isso tudo. Nunca exija nada de ninguém. Nada mesmo. Se o que o outro tem te incomoda, aprenda a conviver com isso. Pode reclamar se desejar, mas saiba que vai ouvir de volta. E se gosta mesmo da pessoa, uma hora vai se tornando mais fácil. E se não gosta, apenas caia fora. Brigas e desentendimentos vão acontecer com ou sem sua aceitação sobre isso. Faz parte da vida, eu acho.

Eu tenho muitas coisas que incomodam as pessoas, eu sei porque elas falam na minha cara. A vontade que eu tenho é de mandar para o quinto dos infernos, algumas coisas machucam, irritam. O que eu digo é “beleza” é a opinião deles, quando estou irritada digo algo pior, o que acontece na maioria das vezes, admito. Só que eu acredito que essas pessoas ainda não sentiram a dor de serem oprimidos por alguém. E se sentiram, ainda não aprenderam que mudar e exigir esse tipo de mudança não vai melhorar. Pelo menos não para mim.

Se as coisas melhoraram para mim por causa disso? Bem, ainda estou no início dessa nova fase, os desentendimentos com a vida melhoraram, mas por ter parado de mudar, as reclamações têm aumentado. Palavras vem e vão, o tempo todo. O estresse vem e vai junto com elas. Uma hora me acostumo e não me irritarei mais. Está bem melhor assim, e ao contrário do que diz o ditado, acredito que a tendência agora é só melhorar.

Se você passou/passa por algo parecido, deixa aqui em baixo nos comentários. Caso não queira aparecer, pode me mandar um e-mail. Vou adorar saber o que vocês têm a dizer. E lembre-se de que você não precisa mudar pra ser feliz.
  
12:17 8 comentários
Essa história é a mesma que "A música que nunca ouvi". Mas como me pediram para escrever o ponto de vista da garota, cá estou eu. Fiquei muito feliz com os comentários no texto anterior, então muito obrigada. Escrevi um pouco mais neste, mas espero que gostem tanto quanto o outro. 

Imagem Original (via)

Quase não saía de casa, meus pais eram bem rígidos quanto a isso. Eu queria muito sair, respirar o ar puro e andar descalça na grama. Mas isso era impossível para mim, eu era uma dama. Só tinha ido à escola algumas vezes quando era criança, mas acabei brigando com outra menina e meus pais me obrigaram a estudar em casa.

Eu me sentia solitária, a única coisa que me consolava era o enorme piano de cauda que ficava na sala, esse veio de geração a geração até chegar as minhas mãos. E eu amava tocá-lo. Ele ficava perto de uma enorme janela, as coisas naquela casa eram sempre grandiosas, mas pela primeira vez fiquei grata por termos uma janela tão grande e que dava para o jardim, podia tocar e imaginar a sensação que era estar entre as roseiras.

Mas havia algo, além do meu piano, tinha uma pessoa que me acompanhava de longe. Não sei dizer a quanto tempo ele me observava, mas ele sempre estava lá. Ao lado da nossa casa fora construído um prédio muito luxuoso, não faz muito tempo que foi inaugurado, então ele podia ser novo ali. 

Por sorte ou destino sua janela não era muito longe, ele deveria ter uma visão privilegiada da sala. Mas acho que ele nunca percebeu que a janela acima pertencia ao meu quarto, o que me permitia observá-lo também. Mas eu não podia ver suas expressões e eu queria muito vê-las, esse desejo só cresceu quando percebi sua presença. 

Não queria ser pega olhando para aquele rapaz, por isso, quando chegava ao piano me focava apenas na música e no jardim, mas sempre me pegava sorrindo ao imaginar qual seria sua reação. Porque gostava de me olhar? Será que está apaixonado? Essa palavra soa tão doce para mim, eu precisava ver com meus próprios olhos.

Virei meu rosto em sua direção e o que vi fez meu coração acelerar, ele era lindo e seu olhar surpreso ao me ver fez com que eu sorrisse ainda mais, queria gravar aquele momento em meu coração. Alguém realmente estava prestando atenção em mim e de uma maneira tão adorável que doía o fato de eu não poder sair e falar com ele. Eu já não estava mais contente em apenas observá-lo de longe.  

Devo ou não devo continuar? Só depende de vocês. Sugestões ou críticas, podem me mandar um e-mail ou deixar nos comentários, vou adorar ler. 
10:19 43 comentários
Imagem (via)

É engraçado como algumas pessoas entram e sai da sua vida num piscar de olhos e outras entram e não querem mais sair, por mais que você tente, elas insistem em aparecer.  Seja um amigo, um amante ou apenas um conhecido. Ás vezes, só as vezes, gostaria de poder voltar no tempo e mudar algumas coisinhas, quem nunca né?

Não é que eu me arrependa do que tenha feito.  Mas, sabe... Gostaria de ter sido a razão do sorriso dela e não daquela lágrima. O mais triste para alguém como eu, é ser a razão da tristeza de outra pessoa. E isso eu gostaria de mudar. Quem sabe o que teríamos tornando se eu não a fizesse chorar?

E se... Não há mais o que fazer.

Essa pessoa. Que entrou sem permissão no meu coração, ainda sem permissão sumiu da minha vida e se mantém... Sem permissão dentro de mim.  
10:08 34 comentários
Imagem (via)
Eu não precisava de muito para manter meu coração aquecido, mas tem essa garota. Nunca falei com ela, sempre a observei de longe, de perto. Ela sequer sabe quem sou, mas isso não importa. Enquanto eu pudesse observá-la eu estava feliz.

Da janela do meu quarto eu podia vê-la entrar na sala, seu piano ficava próximo a janela, ela gostava de observar o jardim enquanto tocava. Eu queria muito saber que canção era aquela, que a deixava com uma expressão tão serena, com os olhos brilhantes e apaixonantes.

Aqueles olhos que um dia me encontrou, debruçado na janela tentando imaginar qual era a música que fez com que eu me apaixonasse. E quando aqueles olhos me encontraram, uma surpresa veio de seus lábios. Um sorriso.


E desde então, venho sonhando com aquela garota do piano e com a música que nunca ouvi. Só de pensar que há uma melodia que pode me fazer lembrar daquele sorriso, já é o bastante para aquecer meu coração.
14:49 53 comentários

Cada um tem uma visão diferente sobre cada pequena coisa existente neste mundinho louco, isso é verdade. Como podemos julgar alguém por seus atos sem conhecer essa sua visão? Simplesmente não dá.

Mas eu penso, por mais que tentemos compartilhar dessa visão para não sofrer dessa coisa que é julgar, não conseguimos. Pois nem todo mundo aceita o que você tem a dizer, nem todo mundo entende o que quer mostrar e nem todo mundo se importa realmente com você.

Aí você se pergunta, mas por que as pessoas são assim? Ora, porque cada um tem uma visão diferente sobre cada pequena coisa existente neste mundinho louco e você está dentro dele. E se essa pessoa acha que isso está certo, então ela deve ter suas razões, certo? 

Porque se importar com o que os outros pensam a seu respeito, se apenas você sabe a verdadeira razão das suas atitudes, que conhece seus maiores desejos e pensamentos. E por mais que você tente mostrar alguma coisa, lembre-se, ninguém passou pelo o que você passou.

Então... por que isso ainda me aborrece?
Essa é a vida, nem sempre ela é justa, mas você merece ser feliz. No momento certo, as coisas vão se ajeitar e um dia você aprende que algumas coisas talvez nunca mudem.
15:14 29 comentários
Como chegamos a esse ponto? Porque as pessoas insistem em te julgar, não entendo como podem associar “A” mais “B” sendo que os dois são completamente diferentes, até mesmo “A” com “a” ou “B” com “B”, consegue ver a diferença? Se conseguem perceber isso porque não percebe que não importa o quão parecido uma pessoa seja da outra, ninguém é igual.

Se ela escolheu ser quem é, qual o problema? 
Porque essa atitude te incomoda tanto?

“Mas ela parece uma prostituta com aquela roupa curta!” Foi o que eu ouvi. “Presta atenção no que você está falando!” Respondi furiosa. “Desde quando a roupa forma caráter? E se ela fosse uma prostituta e daí? O que ela tem com a sua vida?”


É tão difícil pensar que ela está usando aquela roupa por estar com calor? Porque aquela roupa aumenta sua autoestima? Porque aquela roupa é mais confortável? Ou simplesmente porque quis e pronto? Não né, ela é uma prostituta ou se acha a gostosa e quer se mostrar ou quer ser estuprada. Ao que parece essas são as únicas conclusões possíveis.

Se as pessoas perdessem mais tempo olhando para a própria consciência do que analisando a roupa e o comportamento alheio, isso não aconteceria mais. Mas isso é muito difícil, não é mesmo?
11:42 18 comentários
 

Era uma noite fria quando me deitei, não passava das onze da noite, mas eu estava exausta, o desejo de descansar me dominava. Bastou deitar a cabeça no travesseiro para que os pensamentos me consumissem dissipando qualquer chance de adormecer.

Quem nunca passou por isso, não é mesmo? Mas estava cansada dessa sensação, eu precisava dormir e pensar em tudo o que reprimi durante o dia não me fazia bem.

Mas como se controla os pensamentos? Li uma vez que num texto Judaico que se você não souber esquecer, nunca será  será livre da tristeza. E foi pensando nisso que me decidi.

Guardaria qualquer pensamento de dor e sofrimento a sete chaves da minha alma e esconderia as chaves para que assim, eu pudesse ser feliz e guardaria comigo apenas pensamentos de alegria, amor e compaixão.
14:07 10 comentários
 

Quem conhece a história de Abel e Caim  sabe como “começou" este sentimento, ciúmes. Mas essa é uma história que não acaba bem…

Eu seria hipócrita em dizer que nunca senti ciúmes de alguém ou alguma coisa. Aliás, acho hipocrisia qualquer um dizer que não sentiu/sente. Mesmo de leve, não consigo acreditar que as pessoas não o sintam. Não dá.

A questão é, ciúmes é bom ou ruim? É um sentimento tão natural quanto respirar, muitas vezes acontece sem que você perceba (já aconteceu comigo). Querendo ou não, acaba por demonstrar sua afeição pela pessoa, mas é preciso saber controlar a intensidade desse ciúmes.

Quantas discussões começam por ciúmes? Quantas brigas, quantos términos, quantas coisas ruins? 


É o que sempre me dizem, deve-se colocar tudo numa balança e ver para que lado vai pender. Acha que vale a pena ter essas “crises”? E aonde fica a confiança nessa história toda?

Respire 5, 10, 20 vezes se for preciso antes de ter um “ataque” isso pode prejudicar seu relacionamento, lembre-se com quem você está, o quanto confia nesta pessoa e o quanto o ama e então coloque tudo numa balança e se pergunte, vale a pena?


"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim. E ter paciência para que a vida faça o resto." - William Shakespeare.

E você, o que pensa sobre ciúmes? Deixe sua resposta nos comentários, vou adorar saber o que pensa.
09:07 13 comentários

Pouco mais de dez horas, as luzes já estavam apagadas, o tic-tac de um relógio soava ao longe e pensamentos reviravam sua cabeça.

Muitas perguntas, as duvidas nunca cessavam, “porque isto aconteceu…”; “porque não fiz isso…”; “porque ele fez isso…”, qualquer pensamento, qualquer questionamento, tudo sempre se voltava para ele.

Na sua cabeça nada mais fazia sentido sem a presença dele, sem seu nome, é como se faltassem peças no quebra-cabeça, no xadrez, cartas no baralho, partes do corpo, do coração.

Todas as noites ela sente as peças faltando e a necessidade de ser completada.

Mas esta noite foi diferente não era nele em quem pensava e sim nela mesma e aí tudo mudou. Ela entendeu que para ser amada, acima de tudo, é preciso se amar primeiro. Rira sozinha deste pensamento, pois há muito tempo lhe falaram isso, mas só agora pareceu entender realmente o que queriam dizer.

E assim, com o tic-tac de um relógio que soava ao longe ela adormeceu e seu sono foi embalado por doces sonhos, tudo estaria melhor agora.

Ilustração por Tuyet Dinh Sinh Vat

14:50 8 comentários
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